sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Impotente


Tu! Dono do Tempo, Dono do Ar, Dono das margens, Dono do Rio, Dono do Mar, Dono da minha vivência... Toma o Rio... inverte-lhe o sentido pois curta já é a distância do mar.

A Foz... já A vejo... ri-Se para mim como se algo de óptimo me queira dar... por vezes... o sorriso desvanece-se... escapa-se do seu rosto agora inundado de tristeza e desilusão... nesse momento nada tem para me dar... porém mesmo quando não sorri sempre tem os braços abertos em gesto de amor... e de perdão.

Demasiadas vezes ponho pedras a outros... demasiadas vezes embato em pedras das quais me poderia desviar... mas nunca baixa os braços.

Mesmo assim... mesmo assim não quero ir... não agora... ainda não.

Dá-me a escolher o meu rumo... a ninguém direi coisa alguma... deixa-me voltar... corrigir erros passados... escrever nova História.

A Foz chama-me cada vez mais alto... diz que a minha Hora está perto... porém... ainda não proferiu as palavras da sentença final... ainda não me disse que a minha Hora é chegada.

Chego ao desconhecido... sem saber o que esperar... Deixa-me ver o que vem... Deixa escolher... escolher se vou ou não.

Deixa-me trazer a minha Flor... A minha Musa... Trá-La para o rio e não a deixes partir mais... Aparta-A dos olhos dos demais... Fecha seu coração e abre-o só para mim.

Egoísmo?... Não... Paixão.