Olho o que não vejo
Falo o que não sinto
Meus olhos enganam-me
Compulsivamente minto
Num gesto revelador
Temo o que não sei
O que sempre amei
Outrora vaguei
Num lugar por Deus esquecido
Respiro agora arrependimento
Sem ter o que perder
Sem ter o que deixar
Peço aos Meus
Que não se descuidem no amar
Pobres mortais
Que não limitam sua liberdade
Qual desespero terão
Quando só poderem observar a Humanidade
E quando a noite vem
Me dando a Lua como guia
Deixa pecador este a pensar