sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vitória

Conto um Conto alegre

Trago A alegria deste Dia

Pois esta é a Saudosa Notícia

A Boa Nova desta tarde sombria

 

Tempo de Graça

Esperança e Fervor

Mas com que Graça

Se tem falta de Amor?

  

Por amor esfriado

O véu é rasgado

Para que voltes por hora

À Glória de outrora


O inimigo foi derrotado

Para jamais ser levantado

Para sempre prostrado

À vitória real 

 

Em fundo abismal

Eternamente irá sofrer

Para que não engane o Mundo

A da mesma Morte padecer


Homem caído

Ergue-te outra vez

Pois o Homem já veio

E a sua Vitória perfez

terça-feira, 18 de maio de 2010

Assombrações


Olho o que não vejo

Falo o que não sinto

Meus olhos enganam-me

Compulsivamente minto


Num gesto revelador

Temo o que não sei

Passo por cima de tudo

O que sempre amei


Outrora vaguei

Num lugar por Deus esquecido

Respiro agora arrependimento

Por em tal mundo ter vivido


Sem ter o que perder

Sem ter o que deixar

Peço aos Meus

Que não se descuidem no amar


Pobres mortais

Que não limitam sua liberdade

Qual desespero terão

Quando só poderem observar a Humanidade


E quando a noite vem

Me dando a Lua como guia

Deixa pecador este a pensar

Que Deus lhe deu mais luz do que ele merecia