Rio... o Rio que vai e que não volta... obriga-me a ir com ele... volta Rio... mas o Rio não volta... só tem um sentido.
Sigo-o... tentando acompanhá-lo mas não consigo... assim perco paisagens e momentos que não voltam mais.
O Rio que escapa entre as rochas mesmo sabendo que tal não consigo fazer.
Preso... estou preso.
Tento apartá-las... mas falho... algumas pesadas e cortantes são... mas... mesmo assim... obriga-me a ir com ele... não posso parar... não importa se fico ferido... tenho de avançar.
Deixa-me parar Rio... das tuas águas sair... ver o que há para além das tuas margens... sonhos de idiota são... o Rio só tem uma missão... nenhuma mais... ir.
A foz vem... e eu já não posso voltar... rendido às evidências e à sua teimosia e força superior nem tento... mesmo que quisesse não podia... já não tenho forças...
Penso agora nas rochas que podia ter evitado... que podiam não ter passado de mal frustrado por não me ter parado... por não me ter provocado dano... mas... desprovido de inteligência e engenho não evitei... Oh! se pudesse voltar... fazer tudo de novo... mas a foz vem... aparece no horizonte... já a consigo ver...
O Rio fica mais calmo agora... parece que abranda o passo...
Uns me disseram que nada mais havia... que o Rio acaba na foz... que nada mais existe...
Outros... me disseram que há um mar... em que só alguns podem entrar... repleto de beleza... farto de majestade... incansável... maior que mil vidas... pronto a me receber.
Agora... não quero mais voltar.
Rio... agora tenho o Mar...
7 comentários:
O rio que corre à minha frente e não posso nunca alcançá-lo. O rio que eu quis ter mas não pude. Mas ele continua, não espera por mim. Passará por outros sítios, a água não será a mesma... Mas eu fico, permaneço aqui, à espera que algum rio me leve. Ou o mar.
o melhor, sem duvida.
Quantas vezes nao queremos parar, sair mas ha uma corrente q nos puxa. E vamos batendo nas rochas. O problema, é que quanto mais nos debatemos, em mais rochas nos esfolamos. Por outro lado, se delas conseguimos estar mais perto, mais hipoteses temos de as conseguir agarrar e saltar para a margem....
Pois é....às vzes ´devemos deixar-nos ir na corrente. Outras, devemos tentar alcançar a margem mesmo que isso signifique algumas mazelas...A questão aqui é mesmo a de saber ou nao distinguir qual destas duas coisas fazer dependendo do rio emque mergulhamos...
O rio tem um sentido, tal como a vida o tem,tambem nela ficamos presos,avançamos com sonhos mas nem sempre, eles se realizam, mas com a nossa teimosia continuamos a ter a esperança, de que tal como ele iremos desaguar não na foz mas no mar.
Gostei vou ficar á espera, quero mais.
Boa sorte e mais
beijos
está mesmo, mesmo giro. e se eu nao estivesse ao telefone contigo, a ouvir-te cantar, ate me conseguia concentrar e escrever qq coisa de jeito.
Parabéns mesmo muito tocante, tocou.me no fundo da alma *.*
Bjos
Até me espanta, o facto de seres tu a escrever estes textos.
Postar um comentário