terça-feira, 18 de maio de 2010

Assombrações


Olho o que não vejo

Falo o que não sinto

Meus olhos enganam-me

Compulsivamente minto


Num gesto revelador

Temo o que não sei

Passo por cima de tudo

O que sempre amei


Outrora vaguei

Num lugar por Deus esquecido

Respiro agora arrependimento

Por em tal mundo ter vivido


Sem ter o que perder

Sem ter o que deixar

Peço aos Meus

Que não se descuidem no amar


Pobres mortais

Que não limitam sua liberdade

Qual desespero terão

Quando só poderem observar a Humanidade


E quando a noite vem

Me dando a Lua como guia

Deixa pecador este a pensar

Que Deus lhe deu mais luz do que ele merecia

3 comentários:

Débora Silva disse...

Muito bem, ja escreve outra vez. ;)

DS disse...

Tens jeito, gostei :)

Bróculo disse...

Gostei muito (: